domingo, 31 de março de 2013

Quedem silentes!


Sou formada em Administração de empresas (calma!) com ênfase em Análise de Sistemas (agora sim explica-se a informática na minha vida).
Isto significa (friamente falando) que 50% do curso era formado por matérias que envolviam Ciências Humanas. Dentre elas, o Direito.
E achava lindo quando um dos meus professores de Direito (do Trabalho, pelo que lembro) pedia para ficarmos quietos dizendo: "Quedem silentes!".
Lembrei disto porque fiquei um tempo sem escrever aqui e quando ia fazê-lo, ocorreu a tragédia em Santa Maria. Deixava passar mais um tempo e ocorria mais uma morte relacionada a ela, e outra...
Qualquer coisa que eu pensasse em comentar, seria nada. Parecia que o que quer que fosse, não tinha o direito de tirar a atenção, de ninguém, do número cruel de mortos, das histórias tão cheias de vida das vítimas, da saga pela sobrevivência de quem foi para o hospital e ainda nos ensina o quanto pode durar uma esperança.
Era como se todos dissessem, uníssonos: "Quede silente!".
Mas as histórias que fiquei sabendo são praticamente uma ode à amizade, à celebração, ao divertimento.
Várias vítimas não eram de Santa Maria. Estavam lá em nome do cultivo da amizade de quem os convidou, estavam lá para celebrar um aniversário, estavam lá para fazer com que acontecessem bons momentos enquanto havia vida para viver.
Então, em homenagem a estas vítimas, que estavam fazendo algo pela vida delas, e em respeito a elas, deixarei de quedar-me silente e voltarei com novos assuntos para juntar aos meus outros escritos.
Nada com um belo domingo de Páscoa para fazer esta passagem!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O fim do mundo (que não houve)


Fui ao cinema ver Procura-se um amigo para o fim do mundo, despretensiosamente, em 2012.
Fala sobre um iminente final do mundo, com data marcada, e como os personagens lidaram com ele.
E não é que achei o filme lindo?
21 de dezembro de 2012 poderia ter sido o nosso fim do mundo. Real, sem ficção, segundo interpretadores do calendário Maia.
Não aconteceu. Continuamos aqui neste mesmo planeta. Vivos.
Mas até que este marco passasse, muitos pensamentos zanzaram pela internet, pelos bate-papos, pelas cabeças de todos nós.
Relembrei deste filme e até o indiquei para alguns amigos.
No primeiro final de semana de 2013, o revi. E continuei achando lindo!
Percebi que ainda não tinha escrito nada a respeito dele aqui no blog.
Pois então, além de um "antes tarde do que nunca", vêm à cabeça perguntas sobre com quem gostaríamos de passar nossos últimos momentos, onde, de que jeito?
Já estamos no lugar certo? Temos contato com as pessoas importantes das nossas vidas? Elas sabem que ocupam esse lugar nos nossos corações?
O lugar é relevante? Ou o jeito? Ou seriam somente as pessoas?
Queríamos estar sozinhos, talvez?
As respostas podem revelar alguns ajustes que precisamos fazer antes de nós...acabarmos. Ou não.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Entre o amor e a paixão


Título e tema de um filme que vi dia desses e que me fez sorrir, me emocionar e pensar.
Tive poucos namorados, mas durante o pouco tempo com eles era suficiente estar com eles. Outros não me importavam.
No filme, a mulher (jeito de menina) estava casada há 5 anos. Nunca cheguei nesta marca namorando, então não posso dar depoimento. Mas esta questão intriga-me muito. Podemos gostar de duas pessoas ao mesmo tempo?
Quando isto acontece, ainda se gosta do mesmo jeito que se gostava da primeira pessoa?
E o que fazer caso aconteça? Ter vida dupla? Acabar com a primeira e ver o porquê que a outra nos chamou atenção? Afastar-se da segunda para permanecer fiel à primeira?
Acho um dilema (sim, é uma libriana falando) nada fácil de resolver.
Não é um filme que recomendo, apesar de não "desrecomendá-lo". É que tocou num ponto que é suscetível de acontecer com qualquer pessoa, acho eu, e cuja solução não há muito certo ou errado, só acho que a minha liberdade de escolha vai até onde começa a do outro.
E, na minha vida ideal, quero conhecer a pessoa certa, feita, encomendada, perfeita para mim e vice versa, de modo a lamentar por personagens de filmes, mas manter distância deste tipo de situação.




terça-feira, 27 de novembro de 2012

Você sabe mesmo o que está comendo?


Sei que como doces (principalmente) e outras coisas que não são saudáveis. Depois me culpo, digo que demorarei para fazer isto de novo, mas em seguida estou com outra guloseima na boca.
Tenho plena consciência disto, saibam!
Mas vi o documentário Muito além do peso e fiquei pasma com dados e coisas mostradas: crianças que não sabem identificar legumes, têm nojo ou não querem saber de frutas.
Crianças com problemas de saúde de adulto: artrite, trombose, cansaço excessivo ao fazer a mínima atividade física por causa da obesidade.
Os pais achando que estão fazendo um bem para seus filhos ao proporcionarem salgadinhos e refrigerante diariamente ou a "inofensiva" caixinha de achocolatado matinal: um verdadeiro horror para a saúde deles!
A indústria "marketeira" por trás das embalagens com personagens infantis conhecidos da "galerinha", das combinações de lanche mais brinquedos das grandes redes de "fast food"...só pensam no lucro que vão ter "criando" uma criança viciada para mantê-los como adultos consumidores.
Na minha opinião, este documentário deve ser visto por todos!
Por enquanto, aqui em Porto Alegre, só está passando no Itaú Cinemas - no Bourbon Country, às 13h, duração de quase 1h30min. Mas confiram nas programações de cinema, por favor.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Os intocáveis


Baseado numa história real, este filme mostra um daqueles encontros que TINHAM DE acontecer.

   Classes sociais diferentes
+ Raças diferentes
   Culturas diferentes
----------------------------
  Encontro bem sucedido entre duas pessoas

Mas não. Esta não é uma fórmula que funcione para todos.
Os relacionamentos podem correr caminhos outros que formariam combinações diversas de outras parcelas de soma.
Muitos fatores podem colocar A, na minha frente, ao invés de B.
Não temos controle de tudo (se é que temos de algo).
Seja como for, um relacionamento requer muitas coisas para durar: cuidado, respeito, consideração, aceitação, diálogo, equilíbrio emocional, troca, química...
Mas as duas partes têm de arregaçar as mangas e fazer acontecer (quando houver uma aproximação recíproca).
Porém, mesmo que se faça (e confirmando que não temos controle de tudo), pode ser que a relação não dê certo, não dure "para sempre".
Que pelo menos, então, seja "eterno enquanto dure", seja para valer, seja levada a sério.
Outras "eternidades" sempre podem acontecer (mas que, de preferência, sendo o encontro Divinamente abençoado, as "eternidades" só precisem ser renovadas).

O "devaneio" é meu. O filme, francês, vale a pena!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um divã para dois (filme)


Um marido ama sua esposa.
A esposa ama seu marido.
Mas eles mal se tocam,
              mal conversam,
              mal sabem da vida um do outro.
Moram sob o mesmo teto. Têm filhos em comum.
E isto é quase o máximo que compartilham.

Esta é a história do filme "Um divã para dois", que recomendo para todos aqueles que têm um relacionamento com alguém, ou seja: é para todo mundo!
Podemos extrapolar e fazer analogia com outras relações que não sejam somente afetivas.

Os muros que se pode construir...
A dificuldade monstruosa de escalá-los para poder reencontrar o que havia antes...
O medo de perder...
O desespero de uma iminente desistência...

A prática, por muito tempo, em alguma "trava", pode nos deixar bem enferrujados. E, estando assim, se na hora de tentar soltar, escutarmos um "rangido", podemos ficar receosos de seguir adiante e encarar a mesma situação com outra postura.

É bem tocante! Para refletirmos!

sábado, 15 de setembro de 2012

Quem quer presente?


A palavra presente é usada para nos situarmos no tempo, para indicar que algo ou alguém está em um lugar e para falar de algo que ganhamos.
E é disto que quero falar.

Numa visão macroscópica, para quem acredita em Deus, todos os nossos presentes vêm Dele, já que tudo passa pela Sua permissão.
Baixando mais o olhar, posso presentear-me ou ganhar um presente de alguém.
E é deste que quero falar.

Nem sempre é uma coisa comprável.
Às vezes chega de forma inesperada, mas também pode ter ocasião certa para acontecer.
Muitas vezes só vamos descobrir que era um presente depois de passado algum tempo, quando ao invés de ganhar, "perdemos" algo.
Nestes tempos cibernéticos, nosso presente pode nem chegar a tocar nossa mão, mas pode abrir um sorriso gostoso, dar uma sensação boa ou deixar nossos olhos dentro de belas poças d'água, ou seja, nos tocar fundo.
Algumas vezes dura breves instantes, mas a lembrança pode teimar em fazer seu efeito ficar longo.
E quando parece ser o presente perfeito, com a embalagem perfeita e o tempo vem e mostra que era pura ilusão?
Pessoas também podem ser presentes. Presentes de alma. Mas nem todas...
Nem sempre conseguimos perceber, com 100% de certeza (alguém consegue?), que tipo de presente deparou-se na nossa frente...
A verdade virá e pode machucar.
Deixar de viver por causa disto? Refugar todos os demais presentes?
Não é nem justo com a vida que nos foi dada.
O negócio é aprender. Talvez o grande ensinamento seja desapegar-se, reciclar-se.
Quantas coisas que ficamos teimosa e mecanicamente carregando conosco, sem utilidade alguma?
As infinitas possibilidades estão aí. Há muitos outros presentes!
Podemos abrir nossa própria embalagem e sermos presentes nas vidas dos que nos rodeiam. Temos muito a oferecer!

Este escrito surgiu após receber, em mãos, um presente inesperado, dado por um presente de amigo, presente em minha vida.