domingo, 17 de novembro de 2013

Surrealismo: do quadro para a tela

A arte liberta da lógica e da razão, indo além da consciência cotidiana, procurando expressar o mundo do inconsciente e dos sonhos: esta é a característica que fica flagrante no Surrealismo.
Em visita ao museu Reina Sofia, os quadros deste estilo foram os que mais chamaram minha atenção. As fotografias tiradas, em sequência, por mim, mostram isto.
Uma certa ilusão de ótica, uma imagem que parece ser uma coisa mas que, olhando de perto, é formada por outras, diferentes.
Imagens impossíveis para nossa razão, mas que foram desenhadas para aprendermos que aquilo era, sim, possível de existir na mente do artista, vindo abrir nossos horizontes de possibilidades.
 Óscar Domínguez - Máquina de coser electrosexual
Salvador Dalí - El enigma de Hitler
Salvador Dalí - Rostro del gran masturbador
Eis que num domingo, no final de noite, abro um link que me surpreende belamente.
Uma animação que surgiu da associação de dois gênios: Salvador Dalí e Walt Disney.
Infelizmente não chegaram a acabar tal obra, mas dou meus parabéns a quem o fez.
Ficou um trabalho lindo e que, acho, tem tudo a ver com o Surrealismo de Dalí.
São como se fossem seus quadros em movimento.

Amor, desencontro, o tempo que não temos e que escorre por nossos dedos...
Uma música perfeita para completar tudo que está na tela.

São pouco mais de 6 minutos que merecem ser vistos. Emocionou-me e revi várias vezes já. No final da página, do link abaixo, está o vídeo:
http://super.abril.com.br/blogs/cultura/nao-e-novo-mas-e-legal-confira-o-curta-que-uniu-dali-e-disney/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Um passinho à frente, por favor!

Vou ao trabalho, de ônibus. Tem uma linha que me deixa quase em frente a ele. Uma beleza!
Há outro que preciso caminhar um pouquinho para chegar até o prédio, mas que é uma forte opção por estar sempre mais vazio. Também vale a pena.
Peguei, vezes seguidas, este último, mesmo horário, mesmo motorista e cobrador. E eles são muito animados! Brincam com alguns passageiros (certamente os mais conhecidos e assíduos), pegam bebê no colo, inventam apelido, cantam.
E isto é por volta das 7h da manhã.
Dia desses, peguei o mesmo ônibus e eles estavam quietos. Ficou estranho. Não fui só eu que notei. Ouvi uma senhora comentando e querendo saber o que teria acontecido com eles.
Também queria saber. Desentenderam-se? Aconteceu algo com um deles? Ou com alguém próximo a eles?
Não sei precisar, mas acho que os passageiros, com que eles brincam, não estavam naquela viagem. Talvez fosse só isso. Falta de oportunidade para fazerem brincadeiras.
De qualquer forma, a ausência de alegria foi sentida. O sorriso teve que aparecer depois das 7h da manhã. Foi uma viagem normal, sem diferencial.
Mas é bom que isto seja exceção. Mostra que a gente também pode se acostumar com o bom humor. E sentir quando não o tem.
Tentei lembrar de outros motoristas e cobradores que fossem parecidos com eles. Recordo de um, que nunca mais vi. E, por sinal, era da mesma linha que estes de agora.
Taxistas, há vários casos de homens e mulheres com bom papo e outros nem tanto.
E por aí vai...
São pessoas, como qualquer outra, mais ou menos próximas, que podem nos afetar positiva ou negativamente.
Importante manter a energia boa, quando ela já apareceu na interação.
Sair da má e transmutá-la para boa o mais rápido possível, quando houver algum incômodo.
Em qualquer caso, é importante estar atento ao que acontece conosco. Conscientes. E escolher a luz.

domingo, 8 de setembro de 2013

Conheço um campeão nacional: Geraldo Von Rosenthal

No domingo de madrugada, 08/09/13, fui trabalhar e, assim que cheguei, notei que estávamos sem rede e que não tinha acesso a quase nada.
Acostumada com o bom atendimento dos meninos da equipe de infraestrutura, recorri a eles, usando a internet do celular, para ver se poderiam resolver logo aquele problema para que eu pudesse fazer meu trabalho na hora certa: 3h.
Fiquei triste ao saber que eles não poderiam fazer nada a não ser tentar entrar em contato com um pessoal de SP, que agora está com este serviço. Ninguém atendia.
Mesmo assim, um dos meninos foi até a empresa e tentou, de várias formas, me ajudar. Não deu.
O nome dele é Geraldo Von Rosenthal. Ele é deficiente físico e atleta de tiro esportivo.
Faz tempo que o conheço, acho que antes de começar a trabalhar na empresa como funcionária, em 2009.
Várias vezes soube que ele ganhara medalha e mais uma e mais uma e mais...
Só que no dia 14/08/13, na Tailândia, ele foi CAMPEÃO MUNDIAL! O primeiro ouro no esporte para o Brasil. E não só entre paratletas! 
E esta foi a melhor surpresa de uma madrugada frustrada no trabalho.
Sabia que ele era campeão, mas não sabia que era o primeiro campeão!
PARABÉNS, Gera (como costumo chamá-lo)! Muito acompanhei tuas dores, teus tratamentos, tuas vendas de algum eletrônico que te dessem algum dinheiro para conseguires treinar e comprar munição.
Para variar, o Brasil não jogou holofote numa notícia maravilhosa destas. Muito menos patrocina ou ajuda o atleta a desenvolver-se.
Uma pena...mas que bom que amas o que fazes e te esforças para seguir em frente e conquistar mais desafios.
Não adianta ficar esperando pelos outros. Tem que ir lá e fazer. Assim se formam campeões!

Notícia do Geraldo na prefeitura de Campo Bom: http://novo.campobom.rs.gov.br/noticia-3011/prefeito-recebeu-a-visita-de-geraldo-von-rosenthal-campeao-mundial-de-tiro-esportivo
Vídeo dele falando da vitória: http://www.youtube.com/watch?v=3Y_G2sVVC-o
(Peguei a foto da internet)

domingo, 1 de setembro de 2013

Inspirando no amor

O amor não precisa ser bonito só em livro, só em filme, só na ficção.
Ele pode estar a um segundo de acontecer.
Ou talvez a gente tenha que conhecer outras pessoas antes de saber que é amor.
Também não se deve tomar um passado que não deu certo como exemplo, a menos que seja para quebrar a sequência e mudar algo para que o futuro possa ser diferente e propício ao amor.
História, sem final feliz, dos outros, ainda por cima, pode nos deixar ressabiados por uma coisa que nem esteve no nosso caminho.
Generalizar, colocar homens ou mulheres no mesmo saco, só vai reforçar uma mentira que pode virar verdade de tanta força da palavra. Mas é bom lembrar que cada pessoa tem digitais diferentes uma da outra, para início de conversa.
Temos que ser mais otimistas e imaginar um futuro melhor para nós.
Ele existe sim! Todos somos merecedores. Pode ser que ainda precisemos aprender mais coisas sobre nós mesmos e fazer uns ajustes no percurso, mas temos que acreditar nas possibilidades que a vida nos dá.
Para confirmar isto, basta clicar aqui.

(A foto é da obra Adán Y Eva - de 1932 - de Rosario de Velasco)

domingo, 25 de agosto de 2013

Obras faciais

Em homenagem ao dia da mulher deste ano, recebemos, de presente da empresa em que trabalho (ADP), um curso de automaquiagem.
Sempre que queria maquiar-me, ia a um salão de beleza para que alguém fizesse isto em mim. E só acontecia quando tinha uma grande festa para ir.
Contei com a fraternal ajuda da minha irmã algumas vezes, com a mão amiga da Carla D’Avila de Assumpção, em outras, e, fora isto, acho que só me atrevia a passar batom e, lá de vez em quando, lápis nos olhos.
Queria mais, mas não sabia fazer e sempre havia uma desculpa para não fazer um curso: falta de maquiagens, pinceis, horário, coragem.
Enfim, veio o curso, aprendi algumas coisinhas, comprei alguns produtos básicos necessários e ousei maquiar-me sozinha. Várias vezes já.
E é bem legal! Vamos notando e descobrindo coisas interessantes.
Neste universo, os cremes e pós, por exemplo, possuem pesos, nas suas embalagens, muito irrisórios (1 grama, 8 gramas), mas acabam sendo pesos ideais, pois um pouquinho do produto passado na pele já é suficiente ou vai dando o tom que queremos.
Até porque depois pode vir outro por cima ou do lado, para gerar outra cor ou para complementar aquela primeira.
Podemos passar os produtos com pinceis, mas também funciona passando com os dedos.
Há vários, vários, vários (mesmo) tutoriais, na internet, ensinando as mais diversas maquiagens.
Elas podem ser para o dia ou para a noite. Podem ser leves ou pesadas.
Podemos dar mais enfoque a uma parte do rosto e tirar a atenção de outra.
Tudo vai se compondo de pequenos detalhes, como um artista pintando um quadro que acaba virando uma obra de arte, com elementos harmoniosos.
Nem sempre estou maquiada. Ainda sou aprendiz na confecção de minhas obras, mas independente disto, e de ser saudável ou não, é uma parte do universo feminino que adentro.
E, em sendo mulher, ela também é importante na construção deste meu ser que vou descobrindo, desabrochando e expondo, em cores.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Formatura, Forma dura

É um dos eventos que mais gosto de ir. Amei a minha e sempre vejo os formandos tão felizes quanto estive no meu dia.
E as autoridades das faculdades normalmente não gostam que os formandos e seus convidados façam algo de muito diferente ou barulhento.
Há um ritual a ser seguido e pouco se foge daquele script.
Mesmo assim há muito de pessoal e de espontâneo na demonstração da alegria de cada formando.
E isso contagia.
Para ficar melhor ainda, ela permeia toda a solenidade: na chegada dentro do salão de atos, na subida ao palco, na espera de cada etapa, ao receber o "canudo", ao tirar fotografia, ao cumprimentar os colegas.
É um sorriso largo, uma brincadeira com os colegas próximos, um grito de vitória, um coraçãozinho feito com as mãos, uma dancinha quando a música é irresistível, uma vibração pelo chamamento de um colega querido e por aí vai.
E a plateia fica atenta à lista de chamada, aos gestos e palavras daquele que a motivou a estar ali, por  algumas horas, participando de um momento especialíssimo em sua vida.
Como se não bastasse tudo isso, ainda há uma parte que me toca bastante e, acredito, a muitas outras pessoas, a julgar pelo volume alto com que os cantam: a hora dos hinos.
Dá um orgulho, uma emoção, uma certeza de que defenderíamos mesmo nossa terra, caso fosse preciso. (E penso que os políticos deveriam cantar hinos mais vezes.)

O trocadilho do título foi só uma brincadeirinha, como se quisesse revelar a formação da palavra.
Na realidade, nem pesquisei sua origem. Só quis chamar a atenção ao contraste entre dureza, conservadorismo de uma cerimônia pomposa (que respeito e acho bonita) e a natureza humana: mais incontrolável, imprevisível, à flor da pele.
E o equilíbrio das duas coisas oferece-nos uma cerimônia linda, divertida, emocionante.
Aproveito para agradecer todos os convites de formatura recebidos até aqui e aos que ainda virão. Só deixo de comparecer quando não consigo mesmo. É uma satisfação estar lá!

Obs.: tirei uma foto da foto, para colocar de imagem no post de hoje.

domingo, 14 de julho de 2013

Ando apaixonada

É, não adianta...tento esconder, tento não comentar, mas acabo "dando com a língua nos dentes".
Quando isto acontece, rapidamente já peço para que o meu ouvinte esqueça o que acabei de dizer.
Eu me apaixonei. Mas não quer dizer que vá acontecer o mesmo com os outros.
Mesmo assim, decidi que quero compartilhar minha nova paixão.
Fazia anos que não me apaixonava deste jeito por um filme.
O primeiro foi Orgulho e preconceito, que já falei em outra ocasião. E lá se vão mais de 20 anos.
Eis que fui ao cinema ver Antes da meia noite, filme que encerra uma trilogia que nunca tinha ouvido falar (composta também pelos filmes Antes do amanhecer (o primeiro) e Antes do por do sol (o segundo)).
Acabei vendo todos, do fim pro começo. Vi o último (se passa na Grécia): achei interessante, vi o segundo (se passa na França): adorei e vi o primeiro (se passa em Viena). E vi todos novamente.
Senti que estava apaixonada por esta história.
Orgulho e preconceito é um filme de época, e adoro isto! Bailes, vestidos compridos, cavalos, carruagens, recato, amores proibidos, etc.
Já, esta trilogia, mostra uma história bem mais atual. Muito mais perto da minha vida. Linguagem atual. Comportamentos, emoções, problemas muito comuns de se ver por aí.
Todos os três filmes são de MUITO diálogo. Que acontecem basicamente entre os dois personagens principais: Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy).
Que eu lembre, são os filmes com mais diálogo que já vi em todos os tempos. E este é um dos motivos pelos quais digo para meus amigos esquecerem que falei bem dos filmes. Nem todo mundo gosta e aguenta filmes assim.
Mas são diálogos legais. Há brincadeiras, há coisas sérias, há frases de efeito...tem de tudo!
Várias aflições, conflitos, situações que são muito parecidas com o que vivemos ou com que alguém que conhecemos passou.
Mais que isto não posso contar dos filmes, pois corro o risco de acabar falando demais.
Bom, se fores capaz de experimentar coisas, se ficaste com certa curiosidade, sugiro que vejas a trilogia.
Senão, só ficas sabendo que, depois de anos, ando apaixonada por mais uma história.