domingo, 30 de dezembro de 2012

Entre o amor e a paixão


Título e tema de um filme que vi dia desses e que me fez sorrir, me emocionar e pensar.
Tive poucos namorados, mas durante o pouco tempo com eles era suficiente estar com eles. Outros não me importavam.
No filme, a mulher (jeito de menina) estava casada há 5 anos. Nunca cheguei nesta marca namorando, então não posso dar depoimento. Mas esta questão intriga-me muito. Podemos gostar de duas pessoas ao mesmo tempo?
Quando isto acontece, ainda se gosta do mesmo jeito que se gostava da primeira pessoa?
E o que fazer caso aconteça? Ter vida dupla? Acabar com a primeira e ver o porquê que a outra nos chamou atenção? Afastar-se da segunda para permanecer fiel à primeira?
Acho um dilema (sim, é uma libriana falando) nada fácil de resolver.
Não é um filme que recomendo, apesar de não "desrecomendá-lo". É que tocou num ponto que é suscetível de acontecer com qualquer pessoa, acho eu, e cuja solução não há muito certo ou errado, só acho que a minha liberdade de escolha vai até onde começa a do outro.
E, na minha vida ideal, quero conhecer a pessoa certa, feita, encomendada, perfeita para mim e vice versa, de modo a lamentar por personagens de filmes, mas manter distância deste tipo de situação.




terça-feira, 27 de novembro de 2012

Você sabe mesmo o que está comendo?


Sei que como doces (principalmente) e outras coisas que não são saudáveis. Depois me culpo, digo que demorarei para fazer isto de novo, mas em seguida estou com outra guloseima na boca.
Tenho plena consciência disto, saibam!
Mas vi o documentário Muito além do peso e fiquei pasma com dados e coisas mostradas: crianças que não sabem identificar legumes, têm nojo ou não querem saber de frutas.
Crianças com problemas de saúde de adulto: artrite, trombose, cansaço excessivo ao fazer a mínima atividade física por causa da obesidade.
Os pais achando que estão fazendo um bem para seus filhos ao proporcionarem salgadinhos e refrigerante diariamente ou a "inofensiva" caixinha de achocolatado matinal: um verdadeiro horror para a saúde deles!
A indústria "marketeira" por trás das embalagens com personagens infantis conhecidos da "galerinha", das combinações de lanche mais brinquedos das grandes redes de "fast food"...só pensam no lucro que vão ter "criando" uma criança viciada para mantê-los como adultos consumidores.
Na minha opinião, este documentário deve ser visto por todos!
Por enquanto, aqui em Porto Alegre, só está passando no Itaú Cinemas - no Bourbon Country, às 13h, duração de quase 1h30min. Mas confiram nas programações de cinema, por favor.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Os intocáveis


Baseado numa história real, este filme mostra um daqueles encontros que TINHAM DE acontecer.

   Classes sociais diferentes
+ Raças diferentes
   Culturas diferentes
----------------------------
  Encontro bem sucedido entre duas pessoas

Mas não. Esta não é uma fórmula que funcione para todos.
Os relacionamentos podem correr caminhos outros que formariam combinações diversas de outras parcelas de soma.
Muitos fatores podem colocar A, na minha frente, ao invés de B.
Não temos controle de tudo (se é que temos de algo).
Seja como for, um relacionamento requer muitas coisas para durar: cuidado, respeito, consideração, aceitação, diálogo, equilíbrio emocional, troca, química...
Mas as duas partes têm de arregaçar as mangas e fazer acontecer (quando houver uma aproximação recíproca).
Porém, mesmo que se faça (e confirmando que não temos controle de tudo), pode ser que a relação não dê certo, não dure "para sempre".
Que pelo menos, então, seja "eterno enquanto dure", seja para valer, seja levada a sério.
Outras "eternidades" sempre podem acontecer (mas que, de preferência, sendo o encontro Divinamente abençoado, as "eternidades" só precisem ser renovadas).

O "devaneio" é meu. O filme, francês, vale a pena!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um divã para dois (filme)


Um marido ama sua esposa.
A esposa ama seu marido.
Mas eles mal se tocam,
              mal conversam,
              mal sabem da vida um do outro.
Moram sob o mesmo teto. Têm filhos em comum.
E isto é quase o máximo que compartilham.

Esta é a história do filme "Um divã para dois", que recomendo para todos aqueles que têm um relacionamento com alguém, ou seja: é para todo mundo!
Podemos extrapolar e fazer analogia com outras relações que não sejam somente afetivas.

Os muros que se pode construir...
A dificuldade monstruosa de escalá-los para poder reencontrar o que havia antes...
O medo de perder...
O desespero de uma iminente desistência...

A prática, por muito tempo, em alguma "trava", pode nos deixar bem enferrujados. E, estando assim, se na hora de tentar soltar, escutarmos um "rangido", podemos ficar receosos de seguir adiante e encarar a mesma situação com outra postura.

É bem tocante! Para refletirmos!

sábado, 15 de setembro de 2012

Quem quer presente?


A palavra presente é usada para nos situarmos no tempo, para indicar que algo ou alguém está em um lugar e para falar de algo que ganhamos.
E é disto que quero falar.

Numa visão macroscópica, para quem acredita em Deus, todos os nossos presentes vêm Dele, já que tudo passa pela Sua permissão.
Baixando mais o olhar, posso presentear-me ou ganhar um presente de alguém.
E é deste que quero falar.

Nem sempre é uma coisa comprável.
Às vezes chega de forma inesperada, mas também pode ter ocasião certa para acontecer.
Muitas vezes só vamos descobrir que era um presente depois de passado algum tempo, quando ao invés de ganhar, "perdemos" algo.
Nestes tempos cibernéticos, nosso presente pode nem chegar a tocar nossa mão, mas pode abrir um sorriso gostoso, dar uma sensação boa ou deixar nossos olhos dentro de belas poças d'água, ou seja, nos tocar fundo.
Algumas vezes dura breves instantes, mas a lembrança pode teimar em fazer seu efeito ficar longo.
E quando parece ser o presente perfeito, com a embalagem perfeita e o tempo vem e mostra que era pura ilusão?
Pessoas também podem ser presentes. Presentes de alma. Mas nem todas...
Nem sempre conseguimos perceber, com 100% de certeza (alguém consegue?), que tipo de presente deparou-se na nossa frente...
A verdade virá e pode machucar.
Deixar de viver por causa disto? Refugar todos os demais presentes?
Não é nem justo com a vida que nos foi dada.
O negócio é aprender. Talvez o grande ensinamento seja desapegar-se, reciclar-se.
Quantas coisas que ficamos teimosa e mecanicamente carregando conosco, sem utilidade alguma?
As infinitas possibilidades estão aí. Há muitos outros presentes!
Podemos abrir nossa própria embalagem e sermos presentes nas vidas dos que nos rodeiam. Temos muito a oferecer!

Este escrito surgiu após receber, em mãos, um presente inesperado, dado por um presente de amigo, presente em minha vida.

sábado, 4 de agosto de 2012

Falar x escrever


Para comprovar a teoria de que nossa realidade somos nós quem fazemos ou de que atraímos nossos iguais (sim: não são os opostos que se atraem), cheguei à conclusão de que, pelo fato de gostar mais de escrever do que de falar, tenho muitos contatos e "diálogos" por escrito, virtuais.
Quer com quem esteja longe ou mais perto...
E estes bate-papos já renderam muitas coisas: suspiros, mal entendidos, alegrias, decepções, alívio na saudade, não achar palavras suficientes para comentar algo à altura, etc.
Mas já tive provas de que nem tudo o que é escrito, é verdadeiro.
A realidade presencial difere da realidade escrita.
Várias vezes é MUITO diferente! Parece que até a intensidade do sentimento muda. Por escrito a pessoa se solta mais. Na presença, vem a trava.
E daí vem a frustração. A indagação. A procura por aquela pessoa que estava escrevendo e que não pode ser a mesma que está na minha frente fazendo coisas que não condizem com seu comportamento de quando está distante.

Não que o contato face a face não vá causar suspiros, mal entendidos, alegrias...
Não que a pessoa que está na minha frente não possa mudar de ideia e de comportamento de uma hora para outra.
É que o mundo por escrito talvez ande mais devagar até que se descubra a verdade como ela é.
É muito mais fácil ter coragem de dizer coisas sem estar olhando, de perto, a pessoa. E daí a liberdade fica (quase) sem limites.

Minha dica? Não crie expectativas. Procure viver com fatos concretos. E seja o mais verdadeiro possível em todos os meios de comunicação.

domingo, 27 de maio de 2012

Teorias...cada um tem as suas


- "Ele está bem! Ele e suas teorias..."
Esta foi a resposta para uma pergunta sobre como Fulano estava.

Teorias...quem não as tem?
Aquelas certezas que nos deixam cheios de razão.
Nossos princípios, crenças que nos levam a comportamentos X, a interpretações Y.
Conceitos que estão nos nossos dicionários pessoais e nos permitem ter a presunção de julgarmos, de acharmos que algo é certo e aquele absurdo é completamente errado.

É...somos todos cheios de muitas teorias. E isto até que não é ruim ou, mesmo, não tem como ser diferente.
Nossa memória vai armazenando tudo em nós. Não tem como apagar.
Se quiser mudar alguma teoria, tem que aprender coisas novas e, além disso, ter muita disciplina, persistência, fincar pé num novo hábito.
Pois não basta SABER de algo, tem que AGIR, incorporar no dia a dia, acreditar.