segunda-feira, 5 de maio de 2014

Exposição Genesis - Sebastião Salgado

Tirei 15 dias de férias em março/2014 e fiquei aqui em Porto Alegre mesmo.
Nos últimos dias, não podia titubear: tinha uma programação que deveria ser seguida sem muita procrastinação. E a exposição do Sebastião Salgado (que é um fotógrafo brasileiro (mineiro) internacionalmente conhecido, com largo reconhecimento por suas obras em preto e branco) estava na lista.
Ele trouxe sua última exposição, chamada Genesis, para cá. Na Usina do Gasômetro. (Fica até o dia 12/05/14, com entrada gratuita.)
Diz que são 250 fotos e a visitei na última sexta-feira das minhas férias.
Uma das primeiras coisas que vi por lá, foi um cartaz de um documentário sobre ele. O jeito que está sentado e o cabelo branquinho, lembrou meu avô materno. Tirei a foto para mostrar para minha mãe.
Já na exposição propriamente dita, no primeiro clique de foto que tentei tirar, vi que a luz e eu iríamos atrapalhar minha modesta tentativa de fotografar minha exploração da exposição.
(Rogo que vocês procurem abstrair todas as "aparições" nas fotos e concentrem-se no que o Sebastião fotografou e quis mostrar para todo mundo.)
Para "ajudar" mais, minha máquina fotográfica não é profissional e não exploro tudo que ela oferece, além de eu ser muito amadora nesta arte. Mesmo assim quero mostrar um pouco, pelo menos, do que vi. A ideia original era mostrar as fotos para minha mãe. Depois decidi que iria publicá-las aqui para compartilhar com quem não vai chegar perto da exposição ou para os que vão ficar com vontade de ver com seus próprios olhos. Com a ressalva de que as fotos não vêm sozinhas...hehe...eu, as luzes e todo tipo de reflexo aparecemos junto.
Vocês notarão que iniciei tirando fotos dos quadros, depois passei a tirar foto das fotos, o que as deixa mais próximas (mas com as "invasões" da mesma forma...lamento.)
As imagens me fizeram parar para pensar num universo inteiro, longínquo, que nem penso, e que existe, cheinho de seres vivos!
Pude ver como vivem algumas tribos, fazendo fogo através do atrito entre madeiras, usando pouca roupa e proteção genital, escalando árvores enormes, fazendo rituais.
Também têm os caras que vivem no gelo, com suas roupas feitas de pele e que fiquei bem a fim de uma para me preparar para o inverno que vem vindo por estas terras.
Tribos, animais, gelo, calor...são muitas realidades além das nossas.

Há uma divisão nas fotos: Sul do planeta, Santuários, África, Terras do Norte, Amazônia e Pantanal.




Filhotes de elefantes-marinhos-do-sul - Geórgia do Sul


Colônia de albatrozes-de-sobrancelha-negra - Geórgia do Sul



Albatroz-de-cabeça-cinzenta - Chile



Pinguins-de-barbicha - Ilhas Sandwich do Sul



Leões-marinhos - Galápagos - Equador


Tartaruga-gigante-de-galápagos - Galápagos - Equador


Nativos da tribo yali passam a maior parte do tempo caçando na floresta, onde também colhem insetos, frutas e vegetais - Papua Ocidental - Indonésia


Iguana-marinha - Galápagos - Equador


Tubo de órgão basáltico - Madagascar


Árvores baobá numa "ilha cogumelo" - Madagascar


Como pai e filha demonstram, os artigos de vestuário mais importantes para a tribo yali são saias para mulheres e kotekas, ou protetor de pênis feito de cabaça, para os homens - Papua Ocidental - Indonésia


Homens huli vestem perucas decorativas feitas a partir de cabelo humano - Papua Nova Guiné


 Artista do festival sing-sing de Paya - Papua Nova Guiné
 Artista do festival sing-sing de Mount Hagen - Papua Nova Guiné
 A principal fonte de alimentação dos mentawai é o sagu, um tipo de farinha derivada da palmeira sagu (saguzeiro), que tem suas raízes em pântanos. O sagu é obtido ao se esfregar o tronco da árvore - Sumatra Ocidental - Indonésia
 Homens ágeis sobrem árvores gigantes, algumas com até 40 m de altura, para colher o durião, um excelente fruto e o preferido da tribo mentawai - Sumatra Ocidental - Indonésia
 Gorila-das-montanhas - Ruanda
 A escarificação é realizada através de pedras afiadas, facas, ganchos ou lâminas de barbear. Depois, cinzas são esfregadas na ferida, criando uma pequena infecção e estimulando o crescimento de tecido cicatricial - Etiópia
 Caçadores bosquímanos se protegem do sol escaldante ou da lave chuva cobrindo-se com grama ou grandes folhas - Botsuana
 Bosquímanos fazem uma fogueira friccionando um pedaço de Catophractes Alexandri contra um outro pedaço de madeira dura existente na região e pertencente ao gênero rhigozum, que é mantido imóvel com o pé ou a mão; o calor causado pela fricção inflama a pavio seco ao redor do ponto de contato - Botsuana
 A dança da cura ou dança em transe é o ritual místico mais importante dos bosquímanos. Enquanto as mulheres cantam e batem palmas em ritmo, os homens dançam em um círculo em volta delas. Os bosquímanos acreditam que a exaltação do estado de transe marca a entrada dos xamãs no mundo dos espíritos - Botsuana
 Este grupo himba era formado quase que inteiramente de mulheres, já que seus homens saíram em busca de água e pastos para o gado - Namíbia
 Grupo himba - Namíbia
 Um fiel cristão deixa a igreja, localizada no interior de uma gruta, numa altitude de 2940 m - Etiópia
 Vistas do vale - Etiópia
 Em um balão foi possível se aproximar desta manada de búfalos-africanos sem incomodá-los - Zâmbia
(Esta mesma foto aparece enorme num saguão da Usina do Gasômetro)  
 Representação simbólica de chifres esculpida na parede interna de um lar tradicional - Sul do Sudão
 Escarifação - Etiópia
 Este leão é o maior felino africano, com os machos pesando entre 180 e 240 quilos e as fêmeas entre 120 e 180 quilos. Nesta fotografia, dois irmãos descansam após uma noite caçando - Zâmbia

 Parque Nacional de Vryce Canyon durante uma nevasca - Utah - EUA
 Atrás da geleira Kaskawulsh, e parcialmente coberto pelas nuvens, surge o Monte Logan a 5959 m acima do nível do mar. É a montanha mais alta do Canadá e o segundo pico mais alto na América do Norte - Canadá
 O boi-almiscarado é um mamífero do Ártico, mais parecido com carneiros e cabras do que com bois, conforme sugere seu nome científico em latim, Ovibos, que significa "carneiro-boi" - Rússia
 Saint Clare Creek - Canadá
 Bighorn Creek - Canadá
 Lago no planalto Wolverine - Canadá
 No final do dia, após conduzirem o rebanho para o norte, cruzando a Península Yamal em direção ao Mar Kara no Oceano Ártico, os nenets montam sua tenda - Sibéria - Rússia
 Estas caravanas de trenós transportam todos os pertences das famílias nenets que fazem parte do grupo - Sibéria - Rússia
 Os nenets são verdadeiros cowboys da Sibéria. Todas as manhãs, após reunirem as renas, utilizam um laço para apanhar as renas necessárias para puxar os trenós - Rússia
 A travessia do Rio Ob para entrar no Círculo Ártico envolve uma viagem de cerca de 50 km sobre o gelo. O modo de vida destes nenets é inseparável das renas  - Sibéria - Rússia
 Quando o clima está particularmente hostil, os nenets e suas renas podem passar vários dias no mesmo lugar - Sibéria - Rússia
 Renas se locomovem em grandes manadas. Nesta fotografia, somando cerca de 6000 animais, começa a se locomover ao norte após o inverno - Sibéria - Rússia
 Nenet - Sibéria - Rússia
 Nenets - Sibéria - Rússia
 Os nenets precisam de roupas excepcionalmente quentes para sobreviver à longa migração até o Círculo Ártico. Tradicionalmente, toda roupagem é feita pelas mulheres. Cada homem veste um casaco conhecido por malitsa, constituído por 4 camadas de pele de rena - Sibéria - Rússia
(É destes que eu quero!)

 Onça-pintada - Mato Grosso - Brasil
 Retrato de grupo de todos os xamãs Kamayurá. Takuma Kamayura, o homem ao centro vestindo um chapéu de pele de onça-pintada é o sacerdote tradicional mais importante da região do Xingu - Mato Grosso - Brasil
 Plantas carnívoras - Venezuela
 Algel Falls, o Salto Ángel é a catarata mais alta do mundo, precipitando-se a 979 m do topo plano de uma montanha - "Montanha do Diabo" - Venezuela
 Os zo'é caçam macacos, que são muito procurados por causa da sua carne. Mesmo depois de ser atingido por uma flecha, um macaco pode não cair da árvore, portanto o caçador tem que estar preparado para subir na árvore e buscá-lo - Pará - Brasil
 As mulheres da povoação zo'é usam urucum para colorir seus corpos e também para cozinhar - Pará - Brasil
Rio Juruá é um dos mais longos afluentes do Amazonas (cerca de 2400 km) - Amazonas - Brasil
 Iceberg no Mar de Weddell - Península Antártica
Aquela mesma foto dos búfalos-africanos, só que gigante
 Mensagem da curadora
Mensagem da curadora

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Estou usando um pedômetro

Tivemos uma reunião, só de mulheres, com duas importantes americanas do alta escalão da empresa onde trabalho.
Após isto, recebemos um email de uma das mulheres da nossa área de Recursos Humanos, agradecendo a presença e tal.
Em cima deste email, recebemos outro, de uma colega, perguntando se não gostaríamos de nos juntar a um grupo de caminhada da empresa, que faria uma competição (a empresa não tem nada a ver com isso. As participantes é que trabalham nela. Só isso.).
Respondi querendo mais informações a respeito.
Tratava-se de contarmos os passos, de cada participante, através de um pedômetro, com o objetivo de atingirmos 10.000 passos diários, que alguém (não sei quem) determinou que era a quantidade ideal para que uma pessoa caminhasse diariamente para ser mais saudável.

Não sabia o que era pedômetro.
Não sabia da história dos ideais 10.000 passos.
Não tinha ideia de quantos passos dava. Mas 10.000 pareceu MUITA coisa...

Conversando com uma colega que já havia participado de outra competição destas, fiquei mais empolgada. Ela comentou que eu veria que umas duas voltas na quadra em que trabalhamos já resultaria em muitos passos. (Sendo que a quadra é bem grande e nunca dou a volta nela.)
Ela também comentou que mesmo sem competir, continua usando o pedômetro sempre. E que, durante a competição, ela ficava feliz quando via que precisaria dar vários passos para chegar até o carro, por exemplo.
Achei interessante esta mudança de perspectiva.
Como imagino que eu caminhe mais ou menos bastantinho normalmente, achei que podia participar. Sem falar que fiquei curiosa para saber quantos passos eu dava, afinal, por dia.
Isso era uma sexta-feira. Tinha minutos para decidir se participaria ou não. E tinha que dar jeito de comprar um pedômetro. A competição começava na segunda-feira.
Descobri que o pedômetro vai contabilizando nossos passos e que há vários tipos, marcas e preços.
Na internet conseguimos preços mais baratos e mais variação de marcas. Nas lojas, a maioria é da marca Mormaii.
Uns vêm com a possibilidade de passar os dados da caminhada pela internet.
Gostei de umas pulseirinhas que existem, mas do preço delas não gostei.
Onde deveria procurar um pedômetro? Em loja de esportes, claro, pensou minha lógica.
Descobri que esta lógica não estava muito correta. Só NUMA loja de esportes encontrei UM pedômetro. E o achei grandinho. Na minha ingênua ilusão, queria um mais mínimo possível.

Outras descobertas:
1) encontramos pedômetro em lojas de artigos ortopédicos
2) o pedômetro mini nunca é tão mini quanto a gente pensa que possa ser
3) além de comprar o pedômetro, preciso medir meu passo
4) não basta colocar o pedômetro na cintura e achar que ele está funcionando. ACHO que ele tem que ficar bem rente na pele para sentir nossos passos, não sei exatamente como funciona. Tive problemas com calças meio folgadas na cintura ou quando o deixei mais para o lado e não mais para a frente, perto do umbigo, digamos assim. Então é bom dar uma verificada no número de passos de vez em quando
Dia destes quis colocar vestido e depois de já ter visto toda a roupa, pensei: Onde é que vou pendurar o pedômetro? Como coloquei meia calça, foi nela, senão, ia ter que ser na calcinha. E a colega que já usa o pedômetro comentou que às vezes usa no meio do sutiã.
Já era terça-feira e daí é que comprei meu pedômetro, sem ser por internet, numa loja chamada Vivendo Melhor, na Felipe Camarão (Porto Alegre), e cujo atendimento foi muito agradável, feito por uma senhora simpatissíssima.
Em meio às adaptações, à preparação de uma apresentação sobre Reiki, à folga no trabalho, à imersão num Simpósio (quase) o sábado inteiro, a uma ida ao cinema (sentada por quase 2h) e à comemoração de aniversário da minha mãe (mais sentada que caminhando, de visita na casa de uma tia), acabei minha primeira semana de caminhada monitorada, digamos assim. Na segunda semana consegui passar dos 10.000 passos pela primeira vez, como mostra a foto inicial. (Viva eu!) Mas ficou claro que não é muito fácil conseguir esta marca.
Faltam mais seis semanas para a competição acabar. Vamos ver como serão.

domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa 2014

Renascimento
Vitória sobre a morte
Libertação da escravidão
Fertilidade
Início de um novo ciclo
Celebração
Compartilhar a felicidade
Aleluia = Louvai a Deus com alegria!
Redefinição de caminhos
Milagres - coisas extraordinárias podem acontecer
Signo de Áries

Eis alguns conceitos que estão envolvidos no significado da Páscoa e que dão o que pensar:

podemos renascer (e renascemos) diariamente, a qualquer momento, 
vencendo limitações, 
acreditando que podemos, 
estando atentos a oportunidades e encarando-as,
iniciando algo agora, já, sem esperar que a segunda-feira chegue,
estimulando a criatividade, a germinação de ideias,
celebrando, a vida e o que está por vir, com Deus e pessoas queridas.

E como os ovos de galinha acabaram transformando-se em ovos de chocolate, na Páscoa, aqui vai uma dica importante que li ontem no blog Barra de Cereal:
Quantidade recomendada
- Adultos, sem restrição, podem consumir no máximo 30g por dia (2 quadradinhos de chocolate ou 1 bombom pequeno)
- Crianças maiores de 3 anos podem consumir, no máximo, 15g por dia.

Tivemos chance de começar algo (temos sempre, mas vá lá...) no início do ano, depois das férias, depois do carnaval e agora mais um momento significativo. Ótima Páscoa a todos!