quinta-feira, 11 de julho de 2013

Uma declaração de amor

Para quem ainda não sabe, a atriz Angelina Jolie, que acho linda, é casada com o também lindo Brad Pitt.
Foi divulgado, na imprensa, que ela tirou os seios para evitar o desenvolvimento de câncer. (Que fique claro que não concordo com o que ela fez, mas isto é outra história.)
Não sei se foi por isto, se foi antes ou depois da cirurgia que ela ficou mal, como o Brad Pitt comenta, mas ela passou por maus bocados.
Eis que um marido atento e com atitude resolveu virar o jogo. Ele conta muito melhor nesta carta que escreveu para uma revista egípcia:
“Minha esposa ficou doente. Ela estava constantemente nervosa por causa de problemas no trabalho, vida pessoal, suas falhas e problemas com as crianças. Ela perdeu 13 quilos e pesava cerca de 40 aos 35 anos. Ela ficou muito magra e estava constantemente chorando. Ela não era uma mulher feliz. Ela sofria de constantes dores de cabeça, no coração e tensão muscular nas costas e nas costelas. Ela não dormia bem, pegava no sono apenas de manhã e ficava cansada rapidamente durante o dia. Nossa relação estava prestes a chegar ao fim. Sua beleza a estava deixando, ela tinha olheiras, cabelo embaraçado, e parou de se cuidar. Ela se recusou a gravar filmes e aceitar papéis. Eu perdi a esperança e pensei que nós iríamos nos divorciar... 
Mas então eu decidi agir. Afinal, eu estava com a mulher mais bonita do mundo. Ela é ideal para mais da metade dos homens e mulheres do planeta, e eu era o único que tinha permissão de dormir ao lado dela e abraçá-la. Eu comecei a mimá-la com flores, beijos e elogios. Surpreendia-a e agradava-a a cada minuto. Dei vários presentes e vivi apenas para ela. Falei em público a respeito dela. Ligava todos os assuntos a ela. Eu a elogiava na frente dela e de nossos amigos em comum.
Você não vai acreditar, mas ela floresceu. Ela se tornou uma pessoa ainda melhor do que antes. Ela ganhou peso, não estava mais nervosa e começou a me amar mais do que nunca. Eu não tinha ideia de que ela poderia me amar TANTO assim. E eu percebi uma coisa: a mulher é o reflexo de seu homem”.
O que consigo concluir disto, que sequer necessita de comentários:
- doença não discrimina ninguém;
- as aparências podem enganar;
- não se deve julgar ninguém;
- tratar bem faz milagres (aos outros e a si mesmo);
- o ser humano gosta de sentir-se especial;
- nós temos o poder de mudar uma vida e a nossa também;
- temos que investir no que vale a pena, não entregar os pontos até ter tentado fazer alguma coisa para salvar uma situação;
- não reclamar, fazer;
- se o resultado não está agradando, fazer algo diferente para conseguir outro resultado;
- o amor requer dedicação, atenção, parceria, companheirismo, apoio;
- dar o exemplo e esperar, que o retorno virá;
- podemos estender essa prática, não restringí-la somente ao parceiro ou parceira.

Bem, redundante dizer que achei, o que ele fez, fantástico, inspirador e que espero que contagie muita gente.
Nossa vida está repleta de oportunidades para amarmos. Desejo que os dias de cada um tragam a percepção de cada uma delas.
E que ajamos no sentido de dar e receber esse amor.

domingo, 16 de junho de 2013

Dia dos namorados

Data criada, no Brasil, em 1949, por João Dória, para aumentar vendas no comércio.
E acaba-se "comprando" a ideia todos os anos.
Lojas, restaurantes, bares, moteis, cinemas, floriculturas...os lugares enchem de namorados, noivos, casados.
Só os ficantes é que somem neste dia.
Podem se falar até às 23:59 do dia 11, mas depois? Só a partir do primeiro minuto do dia 13.
O dia 12/06 deveria ser apagado do calendário, para eles.
Ah, se fosse possível hibernar por um dia...seria a solução perfeita!
Mas o ficante que tem esperança de ser promovido a namorado...ah, para este, o dia 12 é um longo, quase interminável dia.
Acorda ao primeiro toque do despertador, arruma-se, coloca seu melhor perfume. Quer estar preparado caso surja um convite.
Mas à medida que as horas vão passando, o fim do dia chega e o contato não vem, a tristeza e a desesperança enchem seu coração.
E, para se conformarem um pouquinho, dizem, para si, que esta é uma data puramente comercial.
Seguem iludindo-se com aquele ficante que sumiu no dia dos namorados, achando que não merecem darem-se de presente uma mudança de atitude, um basta àquele ficante, já que não nasceram para aquela situação. Nasceram para o amor, são namorados inatos.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

YES, I like it!

Soube que haveria show na época que anunciaram a venda de ingressos, há meses.
Um dia antes, sábado (25/06/13), passei rapidamente os olhos na notícia que não adiantava nem prestar atenção: no dia seguinte era o show, que eu não ia.
Antes disto, no próprio sábado, encontrei com um amigo de velha data, após entrar e sair de um supermercado porque estava muito cheio (inversamente proporcional à minha necessidade de fazer compras naquele momento).
Papeamos um pouco e falei dos meus incertos planos para o domingo.
Início da noite de domingo, recebo um torpedo, deste mesmo amigo, perguntando se não queria ir ao show (aquele mesmo que nem tinha esperança de ver), de graça, já que acabara de ganhar alguns ingressos de um amigo.
19h e pouco, estava eu na frente do Araújo Viana, esperando meu amigo chegar.
Primeiro a banda local Apocalypse fez um show rápido e muito legal, em que, além de mostrarem que são bons, trouxeram o Hique Gomes como convidado, para tocar seu violino. Fantástico!
Depois, o show da banda Yes...
Banda de rock progressivo super conhecida, criada pelo final dos anos 60.
Acho que o mais novo da banda é o atual vocalista (desde 2012 nela), justamente quem mais me chamou a atenção. Calças brancas com uma suave boca de sino, bata indiana, cabelos compridinhos, canhoto e o único vocalista, entre brasileiros e estrangeiros, que eu tenha visto, que se dirigiu ao público como "Queridos e queridas!".
E queridice foi o que ele próprio passou durante todo o show.
Várias vezes colocou as mãos no coração, como quem quisesse mostrar que estava amando aquele momento ou que estava sentindo o que cantava. E lançava aquele energia amorosa para a plateia, com seus braços.
Várias vezes postou suas mãos em posição de oração, como quem agradece a Deus, e elevou seus braços aos céus.
Em alguns momentos, seus dedos nos passaram a mensagem de paz e amor!
Senti-me abraçada, quando ele fez gesto mostrando esta vontade, para todos os lados do palco.
E para finalizar, foi o último músico a sair do palco e disse um forte e pausado "Muito obrigado!" e desejou paz e harmonia a todos e mais um "Tudo de bom!".
Ai, acabou comigo (no bom sentido)!
Tive aquele gravíssimo problema de ficar triste com o término do show e de querer levar todos para minha casa (é...isto acontece comigo...mas só quando gosto das apresentações).
Foram duas horas de show, com belas músicas, jogando-me para um bom revival da vida!
Músicos competentíssimos, plateia da minha idade (na maioria), show perfeito, pontual e muito...fofo, digamos assim, com a ajuda de Jon Davison (o vocalista querido)!

Agora me diz aí: existem ou não existem coisas (muito) boas nesta nossa vida?
Milagres acontecem ou não?
(Respostas corretas: Existem.
                               Acontecem.)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Voltando para casa...

São Miguel
da Barra do Rio de Contas.
Este foi o nome de Itacaré de 1723 a 1931.
Esta igreja ficou pronta em 1723 (quanto tempo, não é?) e foi feita por jesuítas. E ela se chama Matriz São Miguel.
Não pude entrar nela porque estava de short e vi uma folha impressa com o aviso que alertava o cuidado com a vestimenta naquele lugar. Respeitei.
O Rio de Contas, por sua vez, vem desde a Chapada Diamantina para desaguar no mar de Itacaré.
Ao lado da igreja há a Casa dos Jesuítas. Diz que havia um túnel entre a igreja e a casa, para ajudar na fuga dos padres quando iam ser atacados por índios, antigos moradores da região.
Conheci estes lugares graças à dica de um baiano, um vendedor de cocadas que fica na Praia da Concha e chama-se Roberto. Um grande exemplo de hospitalidade que conheci!
Estas fotos foram tiradas na última noite que passei em Itacaré. Já começava a me despedir deste lugar que ganhou um lugar cativo no meu coração!

No dia seguinte, enquanto aguardava meu embarque para São Paulo, me convenci de que, já estando em Ilhéus, e tendo um tempinho até embarcar, eu poderia conferir o centro histórico deles. E fui.
O taxista largou-me na bela Catedral São Sebastião (com 100 anos) e no bar Vesúvio, que fica bem ao lado, não sem antes dizer, saudoso, que onde hoje se vê um toldo branco, já foi um telhado, o qual foi escalado pela Gabriela, Cravo e Canela, na versão de Sônia Braga para a clássica novela.
Dali fui (quase) correndo até o Bataclã. Depois de me perder rapidamente, me vi em frente ao prédio. Mas lá dentro é que me esperava uma bela surpresa. O ambiente todo na penumbra, meio rosado, pinturas de mulheres...até o jogo americano era legal!
E, mais no fundo da casa, o quarto da Maria Machadão.
Confesso que mal vi algumas cenas do remake de Gabriela, protagonizado pela Juliana Paes. E, se é que assisti à primeira versão da novela, não lembro de nada. As cenas clássicas, que conheço, acho que apareceram em outros programas, repetidamente, ao longo de anos. 
E, estando ali naqueles cenários, em plena Ilhéus, um conhecimento mais profundo parece ter feito falta.
Ainda aproveitei para fotografar outras coisas interessantes que achei pelo caminho que percorri rapidamente, como a Casa de Cultura Jorge Amado, o Palácio Paranaguá e umas pinturas belíssimas, na rua.
Conheci estes lugares graças a todos da turma que fiz, em Itacaré, que também eram de outros estados, e que falavam em ir para Ilhéus mais cedo para poderem passear por lá, ir no Bataclã, no Vesúvio...e eu sequer havia pensado nesta hipótese.

Enfim, sou grata por ter conhecido Itacaré e essas pessoas, que fizeram diferença enquanto estive lá. De quebra, ainda me deram dicas ótimas de lugares para conhecer.
Está comprovada, mais uma vez, a importância que os relacionamentos têm em nossas vidas!
Sorria, eu estive na Bahia!!!


domingo, 5 de maio de 2013

Itacaré, gostei de ti!

 

Se te dissessem: "Vais ter de acordar muito cedo e esperar horas para um novo embarque no aeroporto de SP, mas vais ver um belíssimo amanhecer. Queres?", irias? Não irias?
Pois é, ninguém me fez uma proposta exatamente assim, mas foi deste jeito que começou minha ida a Itacaré - BA, nos meus últimos dias de férias.
Dormi menos de 2 horas, naquela madrugada, fui até o aeroporto abaixo de muita chuva (não lembro de ter enfrentado nada igual), fiquei tensa com o fato de ter de conseguir embalar minha bagagem e ainda dar tempo de fazer o check in. Mas deu tudo certo.
Na aeronave, sentada na janela, noite ainda, já sem chuva, de mangas curtas e começando a dar frio...
Eis que o que eu tentava identificar (e sabia que não era espuma de mar, pois o Guaíba é um lago), em algum lugar que não sabia bem se era no céu ou na terra, era uma abertura naquele céu escuro da manhã chuvosa.
E, de repente, estávamos acima daquele campo de nebulosas e o sol começando a surgir.
Logo já estava bem aquecida por onde ele me tocava. Uma delícia aquele calor! Uma bênção!

Tudo lindo, maravilhoso, mas vieram as 6 horas de espera (meu reino por uma cama!). E foram (quase) intermináveis, mas cheguei em Ilhéus.
Só que não acabou aí: de lá são mais 70 km até Itacaré.
Se é muito trabalho ir até lá? Até é, mas vale muito a pena!
É uma cidade pequena, com ruas de paralelepípedo ou de chão batido (terra vermelha), com praias, de águas quentes, ali mesmo ou a alguns quilômetros de distância.
Fiquei com as mais próximas, as que só dependiam de meus pés para chegar.
E vieram, na sequencia, a Praia da Concha, Praia de Resende, Praia da Tiririca, Praia da Costa e Praia da Ribeira.
 Praia da Concha 
Praia de Resende
Praia da Tiririca
Praia da Costa (sempre vazia - passagem para a praia da Ribeira)
Praia da Ribeira
Só a primeira tem águas calmas. As outras são mar de ondas, paraíso dos surfistas.
Teve também a Prainha, que após uma caminhada por trilha e uma água de coco, apareceu...quase deserta e muito bela.
Prainha

Itacaré é um lugar de pessoas simpáticas e hospitaleiras.
Gastronomia para todos os gostos, mas adorei o Estação Brasil, onde comi pizza de gorgonzola com maçã verde (diferente, né? Deliciosa!). A decoração, as músicas, os vídeos, a Kombi...tudo é muito legal! Cria um ambiente gostoso de ficar!
Também conheci outras pessoas que, como eu, vinham de outros lugares do Brasil e estavam ali só de passagem.
Proporcionaram-me ótimos momentos naqueles dias, companhia, e trouxe a amizade deles comigo.
Adorei o lugar! A Bahia, mais uma vez, me conquistando e me fazendo querer voltar mais e mais vezes.
Pôr-do-sol na Ponta do Xaréu (Praia da Concha) 
Pôr-do-sol na Ponta do Xaréu (Praia da Concha)




domingo, 21 de abril de 2013

As sessões (filme)

Primeiro vi um cartaz, no cinema, avisando que o filme As sessões passaria em breve.
Dias depois, vi comentário, sobre o mesmo, de um amigo: de que o filme era legal, parecido com Os intocáveis, mas pior que ele.
Como vi Os intocáveis e gostei muito, quase não fui conferir As sessões, pois pensei que não fosse valer a pena.
Mas, ainda bem, fui!
...chorei como há tempos não chorava no cinema.
Além do polêmico assunto "terapeuta sexual", o filme mostra um homem deficiente no corpo, mas com atitudes perfeitas.

O convívio com homens é algo muito normal na minha vida: na faculdade e no trabalho eram (e são), normalmente, a maioria, por exemplo. Mas eles estão em todos os lugares...
Então, ver suas indiscrições ao olharem as mulheres, ouvir grosserias ao falarem de mulheres, escutá-los contarem vantagens em relação às mulheres com quem saíram e muitas outras coisas, fazem parte do meu dia a dia e de quem for observador e ouvinte.
(Mas que fique bem claro: nem todos os homens são assim!)
E acho que as lágrimas vieram justamente por ver um cara maravilhoso, no filme, tendo tanta dificuldade até para sobreviver (que é o mínimo que queremos).
Enquanto tantos outros parece que precisariam de lições de vida para talvez valorizarem mais o ser humano.

domingo, 31 de março de 2013

Quedem silentes!


Sou formada em Administração de empresas (calma!) com ênfase em Análise de Sistemas (agora sim explica-se a informática na minha vida).
Isto significa (friamente falando) que 50% do curso era formado por matérias que envolviam Ciências Humanas. Dentre elas, o Direito.
E achava lindo quando um dos meus professores de Direito (do Trabalho, pelo que lembro) pedia para ficarmos quietos dizendo: "Quedem silentes!".
Lembrei disto porque fiquei um tempo sem escrever aqui e quando ia fazê-lo, ocorreu a tragédia em Santa Maria. Deixava passar mais um tempo e ocorria mais uma morte relacionada a ela, e outra...
Qualquer coisa que eu pensasse em comentar, seria nada. Parecia que o que quer que fosse, não tinha o direito de tirar a atenção, de ninguém, do número cruel de mortos, das histórias tão cheias de vida das vítimas, da saga pela sobrevivência de quem foi para o hospital e ainda nos ensina o quanto pode durar uma esperança.
Era como se todos dissessem, uníssonos: "Quede silente!".
Mas as histórias que fiquei sabendo são praticamente uma ode à amizade, à celebração, ao divertimento.
Várias vítimas não eram de Santa Maria. Estavam lá em nome do cultivo da amizade de quem os convidou, estavam lá para celebrar um aniversário, estavam lá para fazer com que acontecessem bons momentos enquanto havia vida para viver.
Então, em homenagem a estas vítimas, que estavam fazendo algo pela vida delas, e em respeito a elas, deixarei de quedar-me silente e voltarei com novos assuntos para juntar aos meus outros escritos.
Nada com um belo domingo de Páscoa para fazer esta passagem!