segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um divã para dois (filme)


Um marido ama sua esposa.
A esposa ama seu marido.
Mas eles mal se tocam,
              mal conversam,
              mal sabem da vida um do outro.
Moram sob o mesmo teto. Têm filhos em comum.
E isto é quase o máximo que compartilham.

Esta é a história do filme "Um divã para dois", que recomendo para todos aqueles que têm um relacionamento com alguém, ou seja: é para todo mundo!
Podemos extrapolar e fazer analogia com outras relações que não sejam somente afetivas.

Os muros que se pode construir...
A dificuldade monstruosa de escalá-los para poder reencontrar o que havia antes...
O medo de perder...
O desespero de uma iminente desistência...

A prática, por muito tempo, em alguma "trava", pode nos deixar bem enferrujados. E, estando assim, se na hora de tentar soltar, escutarmos um "rangido", podemos ficar receosos de seguir adiante e encarar a mesma situação com outra postura.

É bem tocante! Para refletirmos!

sábado, 15 de setembro de 2012

Quem quer presente?


A palavra presente é usada para nos situarmos no tempo, para indicar que algo ou alguém está em um lugar e para falar de algo que ganhamos.
E é disto que quero falar.

Numa visão macroscópica, para quem acredita em Deus, todos os nossos presentes vêm Dele, já que tudo passa pela Sua permissão.
Baixando mais o olhar, posso presentear-me ou ganhar um presente de alguém.
E é deste que quero falar.

Nem sempre é uma coisa comprável.
Às vezes chega de forma inesperada, mas também pode ter ocasião certa para acontecer.
Muitas vezes só vamos descobrir que era um presente depois de passado algum tempo, quando ao invés de ganhar, "perdemos" algo.
Nestes tempos cibernéticos, nosso presente pode nem chegar a tocar nossa mão, mas pode abrir um sorriso gostoso, dar uma sensação boa ou deixar nossos olhos dentro de belas poças d'água, ou seja, nos tocar fundo.
Algumas vezes dura breves instantes, mas a lembrança pode teimar em fazer seu efeito ficar longo.
E quando parece ser o presente perfeito, com a embalagem perfeita e o tempo vem e mostra que era pura ilusão?
Pessoas também podem ser presentes. Presentes de alma. Mas nem todas...
Nem sempre conseguimos perceber, com 100% de certeza (alguém consegue?), que tipo de presente deparou-se na nossa frente...
A verdade virá e pode machucar.
Deixar de viver por causa disto? Refugar todos os demais presentes?
Não é nem justo com a vida que nos foi dada.
O negócio é aprender. Talvez o grande ensinamento seja desapegar-se, reciclar-se.
Quantas coisas que ficamos teimosa e mecanicamente carregando conosco, sem utilidade alguma?
As infinitas possibilidades estão aí. Há muitos outros presentes!
Podemos abrir nossa própria embalagem e sermos presentes nas vidas dos que nos rodeiam. Temos muito a oferecer!

Este escrito surgiu após receber, em mãos, um presente inesperado, dado por um presente de amigo, presente em minha vida.

sábado, 4 de agosto de 2012

Falar x escrever


Para comprovar a teoria de que nossa realidade somos nós quem fazemos ou de que atraímos nossos iguais (sim: não são os opostos que se atraem), cheguei à conclusão de que, pelo fato de gostar mais de escrever do que de falar, tenho muitos contatos e "diálogos" por escrito, virtuais.
Quer com quem esteja longe ou mais perto...
E estes bate-papos já renderam muitas coisas: suspiros, mal entendidos, alegrias, decepções, alívio na saudade, não achar palavras suficientes para comentar algo à altura, etc.
Mas já tive provas de que nem tudo o que é escrito, é verdadeiro.
A realidade presencial difere da realidade escrita.
Várias vezes é MUITO diferente! Parece que até a intensidade do sentimento muda. Por escrito a pessoa se solta mais. Na presença, vem a trava.
E daí vem a frustração. A indagação. A procura por aquela pessoa que estava escrevendo e que não pode ser a mesma que está na minha frente fazendo coisas que não condizem com seu comportamento de quando está distante.

Não que o contato face a face não vá causar suspiros, mal entendidos, alegrias...
Não que a pessoa que está na minha frente não possa mudar de ideia e de comportamento de uma hora para outra.
É que o mundo por escrito talvez ande mais devagar até que se descubra a verdade como ela é.
É muito mais fácil ter coragem de dizer coisas sem estar olhando, de perto, a pessoa. E daí a liberdade fica (quase) sem limites.

Minha dica? Não crie expectativas. Procure viver com fatos concretos. E seja o mais verdadeiro possível em todos os meios de comunicação.

domingo, 27 de maio de 2012

Teorias...cada um tem as suas


- "Ele está bem! Ele e suas teorias..."
Esta foi a resposta para uma pergunta sobre como Fulano estava.

Teorias...quem não as tem?
Aquelas certezas que nos deixam cheios de razão.
Nossos princípios, crenças que nos levam a comportamentos X, a interpretações Y.
Conceitos que estão nos nossos dicionários pessoais e nos permitem ter a presunção de julgarmos, de acharmos que algo é certo e aquele absurdo é completamente errado.

É...somos todos cheios de muitas teorias. E isto até que não é ruim ou, mesmo, não tem como ser diferente.
Nossa memória vai armazenando tudo em nós. Não tem como apagar.
Se quiser mudar alguma teoria, tem que aprender coisas novas e, além disso, ter muita disciplina, persistência, fincar pé num novo hábito.
Pois não basta SABER de algo, tem que AGIR, incorporar no dia a dia, acreditar.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sorria, eu estava na Bahia!


Acabou a viagem, acabaram as férias...mas voltar, com a família esperando, cheia de saudade, além de receber cartazes e cartão da sobrinha: não tem preço!
Quem me conhece sabe que gosto de verão, de calor. E foi o que senti durante os dias que passei em Salvador. Agradeci muito por estes momentos e sensações!
Com sol, com chuva, de dia, de noite - sempre agradável! As blusas com manga só foram passear por lá. Não houve utilidade para elas.
Mar, piscina, primos, priminha mexendo-se (ainda na barriga de sua mãe), cadelas companheiras, descanso, filmes, pão feito em casa, visuais maravilhosos, telefonemas, torpedos, trocas de e-mails com as pessoas daqui: A-DO-REI!!!
Agora, uma pinceladinha de fotos para ilustrar minhas palavras:












quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sobrinhos

Quem tem irmãos com filhos e se dá bem com eles, sabe o valor que tem um sobrinho.
É o filho dos outros, mas, por vezes, nos sentimos tão responsáveis por eles que parecem meio nossos também.
Sentimos as dores deles, queremos nos meter em suas vidas...
É um bem querer tão grande!
Derretemo-nos muitas vezes...
Sofremos com a rejeição (como depois de ter ficado 6 meses fora, ver minha sobrinha me olhando desconfiada, grudada na barra da saia da avó)...
Recebemos surpresas, desenhos...
Compartilhamos histórias, passeios, livros...
Ensinamos e aprendemos.

Hoje, dia de viajar de férias, recebo um bilhete da minha sobrinha.
Agora estou pronta para ir!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Férias na praia


Após anos sem ficar numa praia por mais de um final de semana, fui, de férias, para uma.
Dunas, mar, vento produzindo nuvens de areia nos nossos pés, viver numa casa, caminhar à beira-mar, tranquilidade para fotografar o céu em plena rua, degustar um delicioso salmão grelhado com saladas vindas de uma horta do próprio estabelecimento, ter a brisa do mar para ajudar a curtir o sol.
Minha sobrinha brincando, solta, entre crianças. Curtindo muito seu primeiro banho de chuva. Adoro vê-la assim...foi "um capítulo à parte"!
Estes foram alguns dos privilégios que vivenciei nesses dias. E foi muito bom!
A resistência para usar calça comprida, tênis ou sandália denunciam que gostei de andar, o dia todo, mais à vontade.
No mais, deixo fotos para me expressar melhor, pois "O que sinto não é traduzível. Eu me expresso melhor pelo silêncio.", como diz Clarice Lispector.